Testemunhos

“A Oficina Yoga não é, nem um spa luxuoso onde esperamos ser tratados como reis, nem um ginásio barulhento, onde embarcamos num processo de histeria coletiva ou confiamos o nosso corpo a máquinas, como se ele fosse também uma máquina, separado da nossa consciência.

Não sendo nada disto, a Oficina Yoga é um espaço simples onde encontramos tudo o que precisamos para recuperar o equilíbrio psíquico, restabelecendo o contacto, tantas vezes quebrado no nosso quotidiano, entre a mente e o corpo. Aí não somos tratados como reis, mas sim respeitados e acarinhados como seres humanos, por uma grande profissional, a professora Isabel Oliveira, que nos ensina a praticar o Yoga de uma forma saudável. Sempre atenta às necessidades individuais de cada pessoa, a Isabel empenha-se na nossa evolução (por vezes mais do que nós próprios nos empenhamos!). A expressão favorita que usa, depois de cada instrução que dá é: “Mais, mais!”. No entanto, deixa espaço para progredirmos no ritmo que escolhemos ou que determinadas circunstâncias da vida nos vão impondo.

Na simplicidade ditada pelo bom gosto que carateriza a Oficina está a marca principal da espiritualidade do seu fundador, um grande mestre de Yoga que todos conhecem em Braga, o Professor Oliveira. A herança que transmitiu à sua discípula Isabel manifesta-se também num aspeto moral – um certo tipo de humildade exemplar que ambos partilham. Trata-se da humildade de quem acredita que as suas competências podem sempre ser alargadas e, por isso, não estagna, esforçando-se continuamente para evoluir mais e mais, tal como incentiva os seus alunos a fazer.”


Cristina Costa – professora de contrabaixo no Conservatório de Braga.

 

Iniciei o meu percurso na Oficina de Yoga em 2013. Na Oficina, tive o privilégio de praticar e aprender os fundamentos do Yoga com o professor Oliveira. Comecei também, nessa altura, a praticar com a Isabel Oliveira, e, encontrei, na sua forma de ver e partilhar o Yoga, uma espécie de extensão do professor, uma linha de continuidade, que não era, de todo, uma cópia, mas uma maneira de entender e partilhar o Yoga, que respeitava, acima de tudo, a tradição, despindo-a da maquilhagem e artificialismos que o Ocidente, infelizmente, lhe foi pondo ao longo dos anos. Foi a busca da pureza, da tradição deste saber milenar que me fez continuar neste caminho. O cuidado e respeito pela tradição, que eu encontrara no professor Oliveira, e que tanto me fascinou, encontrei-o na Isabel. Descobri também, em ambos, uma capacidade rara de abrir mão daquilo que não interessa, ou daquilo que está a mais, uma clareza de espírito e um equilíbrio que abrem caminho a uma maior entrega ao Yoga. Por isso, são, para mim, um exemplo de resiliência e de entrega total àquilo em que se acredita. Desde então, nunca mais deixei de praticar, e, acima de tudo, de querer saber mais e mais, buscando a essência, o Yoga no seu estado mais puro. Não tenho dúvidas que foi um imenso privilégio ter descoberto o Yoga e estas duas pessoas que, de forma tão generosa, me ensinaram que o Yoga não é só uma sequência de posturas num tapete, mas sim um estilo de vida, uma maneira de estar e ver o mundo como ele é, cultivando a aceitação e a gratidão. Um caminho de profunda união com os outros seres e com o Universo inteiro.


Estefânia Surreira